Mulher que Descobriu a Fissão Nuclear
Mãe da Energia Nuclear
Mãe da Energia NuclearLise Meitner Física austríaca
Mulher que Descobriu a Fissão Nuclear
Lise Meitner (1878-1968) foi uma física austríaca fundamental na história da ciência, reconhecida por ter conceituado e explicado a fissão nuclear em 1939, processo que divide o núcleo atômico e libera energia. Nascida em Viena, foi a segunda mulher a obter um doutorado em física na Universidade de Viena. Mudou-se para Berlim em 1907, Meitner trabalhava em uma garagem improvisada por não ser permitida a entrada de mulheres no instituto principal, que era exclusivo para homens. Recusou veementemente participar do Projeto Manhattan (desenvolvimento da bomba atômica), declarando: "Não quero ter nada a ver com uma bomba!". Ela superou barreiras de gênero, tornando-se a primeira professora de física na Alemanha e, junto com Otto Hahn, descobriu o elemento radioativo protactínio. Como era judia, Meitner teve que fugir da Alemanha nazista para a Suécia, mas continuou colaborando com Hahn por correspondência.
Foi apelidada pela imprensa de "mãe da bomba" após Hiroshima e Nagasaki em 1945, título que rejeitava. O elemento químico 109, meitnério (Mt), foi batizado em sua homenagem. Hoje é reconhecida como uma gigante da física, tendo sido sua contribuição apagada tanto pelo gênero quanto pela perseguição nazista. Meitner forneceu a primeira explicação teórica para o processo de fissão nuclear, observando que o bombardeio de urânio com nêutrons dividia o núcleo, liberando grande energia. Com Otto Hahn, identificou o elemento de número atômico 91, nomeando-o como protactínio.
Descobriu um fenômeno de emissão de elétrons, posteriormente batizado com o nome de outro pesquisador, Pierre Auger. Outra mulher notável, a física norte-americana Leona Woods Libby, ajudou a construir a primeira reação nuclear em cadeia, trabalhando diretamente no Projeto Manhattan. Lise Meitner é frequentemente lembrada como uma das maiores injustiças históricas da ciência, destacando-se não apenas por sua genialidade, mas também por sua humanidade, com a frase "Lise Meitner: uma física que nunca perdeu sua humanidade" inscrita em sua lápide.